segunda-feira, 27 de maio de 2013

Todavia

Porem continuo nutrindo
por você as borboletas no estomago
e os passarinhos em minha cabeça
Aperto o no na garganta
e apareço sempre n'uma
armadura mal montada.

O que espero afinal?...

Pelo sinal, o momento do passo,
e, isso
sem esperança alguma
crente no meu fracasso,
deixando crescer a revolta
contra mim...

Desfalecido tendo só meu
colo e espaldar.

BY:. Paulo Henrique Batista dos Reis.
Sou inspecionado por mim,
a procura do signo que demostre,
dentro do mais amplo conceito
Meu gênero na arvore genealógica do amor...
Seria como cão abandonado,
Mobiliá velha empoeirada,
Livros nunca lidos,
Viúvas na janela e
um suicídio diário
com um beijo e afago da dor.

By:. Paulo Henrique Batista dos Reis

O que ignoro

Ignoro as imagens toscas
o teatro sombrio e a encenação jocosa.
Nos galhos de uma roseira
penduro meu coração
bem próximo aos espinhos,
Ignoro meu sadismo
do grito silencioso
que canto no bosque escuro
pra celebrar as lagrimas escondidas...
Finjo que ignoro e ignoro que finjo
e divago sobre isso ou aquilo
Tento interpela e indago na memoria
sob aqueles poucos sentidos,
Ai me sufoco em idealismos....
Sera?!... Penso e dai
vem o maldito medo
de alguma forma te perder.

By:. Paulo Henrique Batista dos Reis

Te Desejo

Te quero, lhe ambiciono,
me remoo ao ver-te,
me descabelo se esta longe,
penso e penso em ti,
e espero que você saiba
e se não sabes me enlouquece.

É meu delírio e meu veneno,
É minha taça transbordando Dioniso,
É minha morte e renascimento,
É não sei mais o que e
algo á mais, um pouco de tudo... Te desejo.

by:. Paulo Henrique Batista dos Reis.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Despertar

Ventos forjados no olimpo alem do zênite,
 caminhos de contemplação.
Da abobada celeste vejo o orbe
pendendo no vácuo
se equilibrando em sua orbita,
recebendo o clarão de Hellios.
cheio de pequeninos
que vem e que irão
do originário a Plutão.
este observam o movimento e se indagam sobre o devir.
Condenados a existência vão á
busca do logos e do nous.

Paulo Henrique Batista dos Reis.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

O amanha

A de chegar o outro dia
finalmente poder acordar e descansar
de tantas fadigas, pedras e forcas..
A maldita Roda da Fortuna a rodar
distendendo o meu destino numa tortura sem fim.
qual sera meu fim? onde sera meu começo?
A de chegar o outro dia depois do de agora,
sempre a esperança do amanha
e um travesseiro úmido
e o sufocado esperando.

By:. Paulo Henrique Batista dos Reis

terça-feira, 7 de maio de 2013

Elegias (em processo criativo)

Não sei mais o canto
emito ruídos, tipo ulular de cadela.
Ja vi o meu presunto
consciente em que me encontro vivo.
E no meu peito a pulsar
E na minha boca o amarga.

By:. Paulo Henrique Batista dos Reis

Continuando nesse arrastar continuo
levo minha carcaça na via dolorosa.
Escrever cartas e poemas pra quem?
o futuro parece um vislumbre vão
quem quereria ouvir uma cadela ululante?

By:. Paulo Henrique Batista dos Reis
Escrevo e ignoro
Digo não sei o que de mim
no meu verso imagem.
Um click rima
Imprimo a alegoria
N'um poema que ignoro.

By:. Paulo Henrique Batista dos Reis

Parole

Vivifico o que digo,
Gloria a mim
meus louros verdes.
Jogo no orco abismo
antigos erros.
Palmas para mim
vivifico o que digo.

By:. Paulo Henrique Batista dos Reis.

Esvaindo

Apartado do universo
Não mais existe
A matéria se elevando para baixo...
O sopro cessa...
Agora pálido e retesado.
Ser, terá outra existência?
Outro sopro e morada?

By:. Paulo Henrique Batista dos Reis.