terça-feira, 4 de outubro de 2016

Manifestação para que eu não morra

Estou sublimemente rebelado hoje
Não a barreira pra me
nem gás de pimenta,
Sou eu que estou no front
Exclamando: Resiste coração!
Não se arrase no chão,
volte a bater na sua altura.

Eu quero me levantar na barricada,
como mil molotov's inflamar
pois a turba dos meus sentimentos rebelou-se.

Vamos seguindo com a marcha,
protestando pra eu não morrer,
Deixe a ambulância a postos
alguém pra resgatar o meu coração.
- Eu vou seguir na passeata
e ver se o meu coração
atende as minha reivindicações.

By: Paulo Henrique Batista dos reis.

Verso Binario

Carne, ossos e articulações
moveis no teclado
Meu cranio transborda na tela
texto formatado...

No espaço alinhado
minha palavra,
minha fala,
eu...
online.

Computado versos
disponibilizado pro acesso.
(Quem lê o que escrevo?)
Sou marginal e estranho
anonimo na interne-te.

Poeta no mundo digital
ocupando poucos bits na memoria,
Postado, compartilhado uns curtem
mas quem lê?
Para leitores apressados, não sei twitar.

Na rede efêmera
publicado
estro em verso convertido
compactando em poesia
pronto pra baixar.

Paulo Henrique Batista dos Reis.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Monologo de Susanoo

Meu coração aperta,
a garganta tem um no,
o estomago enjoa
E ninguém tenha do
meu trovão dará cabo
enquanto a tempestade flui.

by: Paulo Henrique Batista dos Reis

Carta de Gerra

As vezes passo mal
esse mundo nauseabundo
com granadas humanas
colonias de napalm
detonando tudo...

Miséria de fogos de fim de ano
pipocando um carnaval,
A volta do sol num manicômio...

Acionados
Vivem explodindo e implodindo
Atômicos
seres atônitos
agitados
desperdiçando combustível das estrelas

Fico zonzo
Ébrio de realidade
com ressaca da crueldade
bombas na minha cabeça;
inumeráveis vitimas no tiroteio...

O pavio curto da existência
logo detonara nossa pólvora
E ficaremos como as bombas-relógios
nesse campo minado.

by: Paulo Henrique Batista dos Reis.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Dentro
em me
ferve e transborda

Deságuo
sem o que
represe

Meu grito é seco
sem eco
sem voz

O tombo é feio
sera que fui
empurrado?

Do chão não passo
Porem
queria ultrapassa-lo.

O dia é quente
mas sinto frio,
A noite gela
estou abafado.

by: Paulo Henrique Batista dos Reis.

Vísceras expostas

Derramando verso pingues
Das entranhas rima
como a faca lambe a barriga
revelando tripas e coração...

A viscosidade revelada
de palavras não digeridas
pouco a pouco absorvidas
iam ser bolo fecal
Agora expostas
brutalmente
saltando do ventre
rasgado pelo estro....

Um parto forçado de minhas vísceras.

By; Paulo Henrique Batista dos Reis

Falando de dentro

Meu coração
ele é sincero
incauto e aberto
frágil e resistente
sem catalogo
é exigente,
Pra me não mente
as vezes teme
e sente frequentemente...

Meu coração
questiona
se assombra
lhe ama
me mata
explode
acelera
ele para
ele bate
ele quer...

Meu coração
inquieto
maior e menor
cheio e faminto
é tinto alve-rubro
múltiplo
Baco e Cristo.

by; Paulo Henrique Batista dos Reis
Tenho areia nos olhos
que se acumulam faz uns dias,
irritação na retina
meus olhos vermelhos não são de alegria...
Hoje estou de jangada
tentando não me afogar em me,
mas naufrago
e não peço socorro...
Quem se lembra que vivo?
Ando morto por ai sem pensamentos,
se ouve o coração batendo
logo ele vai parar.
Perdido no meu oceano
de sal nos olhos não enxergo o horizonte
Felicidade distante
terra firme que não vejo.
Não tem centelha acesa
se apagou na desolação
me encerrou na escuridão
com pedras no coração.

by: Paulo Henrique Batista dos Reis
Qual quer um olhara a tristeza do outro e so poderá inferir que é tristeza, jamais terá certeza do seu conteúdo, porque não se divide não se transfere por empatia...
Também não pode imaginar a forma, pois não tem...
Pode perguntar sobre as causas quando estamos tão magoados pra encontrar respostas?
So de estar triste se fica mais triste.
Temos a palavra obstada com a dor, pior é passar o dia sem lagrimas derramadas
não se aliviar um segundo...
E a louca vontade de não mais existir!
Como um mistico almeja a união com deus o retorno a origem prima o suicida deseja a morte como o seu nirvana...
(os dois buscam fuga do sofrimento, sera q os dois se enganam?)
Um se mortifica e sacrifica voluntariamente, o outro foge ja não aguenta mais.
Impotência: Pior sentimento potenciador, torna mais amargo o indizível... Tristeza de matar não tem retrato, é um panorama novo de horror que nos prende em contemplação mórbida...
Que se misture desespero, ódio e frustração vera homens transformados em monstros submersos em lagrimas...
Mas os que não choram?
Estão perdidos, não conseguem gritar...
Triste o homem ataca o próprio corpo...
Tristes se calunia...
Triste só se vê triste.

by: Paulo Henrique Batista dos Reis.
Estou triste, muito infeliz e quero ir embora
Não tendo lugar pra ir
eu me perco por ai
Eu e minha solidão.

BY: Paulo Henrique B. dos Reis