sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Carta de Gerra

As vezes passo mal
esse mundo nauseabundo
com granadas humanas
colonias de napalm
detonando tudo...

Miséria de fogos de fim de ano
pipocando um carnaval,
A volta do sol num manicômio...

Acionados
Vivem explodindo e implodindo
Atômicos
seres atônitos
agitados
desperdiçando combustível das estrelas

Fico zonzo
Ébrio de realidade
com ressaca da crueldade
bombas na minha cabeça;
inumeráveis vitimas no tiroteio...

O pavio curto da existência
logo detonara nossa pólvora
E ficaremos como as bombas-relógios
nesse campo minado.

by: Paulo Henrique Batista dos Reis.

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