quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Minha Didascália (auto sugestões)

Talvez não precise mais
do que o silencio,
Não tenho a historia clássica de aventuras
que cortejam seus ouvidos.
Talvez melhor monologar
ouço bem melhor um solo.
Meu dialogo pode lhe cansar,
Meu discurso pode interessa-lo,
Falo bem na solidão
Calarei em publico.

By:. Paulo Henrique.

Primeiro discurso

Falo para os que veem longe,
os que olham pra dentro
e sempre emergem a superfície das coisas;
Falo aos que procuram
e vão por diversos caminhos,
os que não descansam,
porque sempre descobrir é alegria...
Falo aos que lutam consigo,
que suportam duros golpes
e que se feriram horrivelmente
saibam limpar os ferimentos;
Falo aos que fazem o seu destino,
que se criam e se reinventam
mais jovens e loucos.
Falo aos que carregam os fardos
e se tornam leves e serenos.

BY:. Paulo Henrique.

Direto da fabrica

Produção,
quem exige?
Ora, o produtor...
que se não produz
diz que é como
não sentir e não ter razão.

Paulo Henrique.

Tanto Mar

Tenho tanto que dizer,
do meu mar agitado e dos rios que desembocam em mim,
dos lagos distantes que avidamente tenho sede,
do céu que me cobre e que alimento com minhas águas.

By: Paulo Henrique.

Oceanida

Não quero mentir nem pra mim,
Nem esconder de você
o que sou,
Mas não quero me perde
e escondo tesouros, guardo destroços e deixo flutuar falhas.
Meu amigo
Sou um imenso oceano
Agitado por tempestades
cheio de vida marinha.

BY:. Paulo Henrique.

Patafísica

Muito olhei pro alto
e não via o que avia abaixo,
Planava a menos de meia altura,
Desconfio que me deixei levar
por correntes de ar e me acomodei;

Ei de agora levantar voo as alturas?

Acima das copas das altas arvores, vá!
Não perguntes agora,
Não titubeis,
Acima das altas montanhas, voe;
Apenas por alguns instantes
suprime as batidas do coração de condor
e, deixe pulsar só a águia.
Olha para o alto,
Veja abaixo,
Siga em frente,
Repouse em boas correntes de ar
e se eleve novamente.

By:. Paulo Henrique.