sábado, 9 de agosto de 2014

Quero te assimilar bem;
Me aproveitando dos traços
eu imagino um quadro
na desordem e no cubismo de Picasso,
descrevendo um bale no abismo
com um sorriso de absinto.
Cresce seu ventre, espaduas
o corpo todo, e explodem
em vários quadros
Revelando centauros e minotauros
e um corcel alado
sobrevoando os pastos
saboreando os lagos.

By:. Paulo Henrique B dos Reis.

Tempestade e Impeto

Sobretudo quero e desejo
Sonho vão,
ei de acordar no sonho e me despertar na virgília,
réquiem cantados
em ruínas sumirão
quando se realizar o meu desejo,
Harmonia em movimento surgirão nas lavas de um vulcão
 E um moribundo cantara a ode ao nascimento.

By:. Paulo Henrique B. dos Reis.

Prelúdios e IIdilios Cosmoègonicos "Prologo"

Sou andorinha que faz verão,
sozinho...
Perdido na constelação
dentro do próprio cinturão,
Sou radiação do centro,
a implosão
Estou ao encontro do meu segundo sol
para de la olhar mais alem,
vislumbrar os abismos
que já transpus...
Sou a escolha e o caminhante
Vontade e desejo,
Ser e mais.

By:. Paulo Henrique B. dos Reis.

sábado, 2 de agosto de 2014

Prelúdios e IIdilios Cosmoègonicos I mapa astral

Primu Canto

O universo senti fome
Pede a galaxia entre os dentes
A eternidade se consome
e sente sede de seus sois
Ja espremi mais de mil constelações
Uma super nova pede minha boca seca
O Big-bang é meu nascimento
o Big-Crash meu arrebatamento
Tenho mil buracos negros
nascendo eternamente;.
explodir e atrair é
minha natureza.

Secundus Canto

Você não sabe o que diz,
onde é que foi pesquisar ?
Viu um traço de constelação
e acha que conhece a galaxia,
Não entende  a cauda do cometa
somente rastros de poeira,
Acha que viu uma estrela-negra,
Não descobriu nem um planeta.
Meus  satélites são naturais,
E meus anéis tão vastos;
Você não mensura a extensão do infinito
pra conceber minha eterna expansão...
Sou anos luz daqui
Nebulosa que ninguém viu,
Pegue antes seu astrolábio
para se orientar no meu espaço.


Tertius Canto



Arcturus ou Dalva me espelhei


Achando seu brilho equiparar,
Me posicionei entre as constelações,

Firmei minha rota no firmamento
e esperei que descobrissem a nova luz no céu...


serei parte da canção eterna

que compõem os astros?
giram cada nota geocêntrica
em sua orbitar elíptica
Verberando no vácuo em círculos infinitesimais
com um π em cada uno
Sempre foi assim parecer infinito.


Me firmei no zênite e minha luz farei de sinal

Estrela de mim que guia
A desbravar o céu nos oceanos,
Içar as velas e ir sempre alem.


Quartus Canto



Sou átomo de estrela

Formador de energia atômica
Irradiando luz e espalhando poeira
E mesmo que neste planeta girem cem luas
Em minha orbita segue o curso dos mundos
É o meu sistema cheio de cometas
Cujos meus pensamentos 
são suas caudas extensas.


By: Paulo Henrique B. dos Reis