quarta-feira, 11 de junho de 2008

Deus ex machina

Seja assustador!
Por que você sorri,
além do vidro fechado,
seu sorriso sabe,
esmague essa maquina.
Lamente a criação,
você me fez,
na forma incompleta
Você também morrerá fixado numa maquina
esses olhos,
se cortando
o céu fino da escuridão
(Você é o proximo!)
Você também morrerá fixado numa maquina
essas orelhas,
cortadas fora
o silêncio,
céu de escuridão
Por que você sorri,
além do vidro fechado,
seu sorriso sabe,
esmague essa maquina.
Lamente a criação,
você me fez,
na forma incompleta
Incluido nos casos estreitos
você é o proximo!
do ridiculo que você ri
Seja assustador!
Você também morrerá fixado numa maquina
esses olhos,
se cortando
o céu fino da escuridão
Por que você sorri,
além do vidro fechado,
seu sorriso sabe,
esmague essa maquina.
Lamente a criação,
você me fez,
na forma incompleta
Incluido nos casos estreitos
você é o proximo!
do ridiculo que você ri
Seja assustador!

moi dix mois

sexta-feira, 2 de maio de 2008

UTOPIA

Nós todos podemos nos unir ao redor de uma sala rapidamente conversar/dialogar sobre/ e tirar nossas amarras/cintos de segurança.
Nós todos não deitamos lentamente para descansar sem culpa, sem medo e discordamos do julgamento.
Nós ficaríamos e reagiríamos e responderíamos e expandiríamos e incluíríamos e permitiríamos e perdoamos e desenvolveríamos e discerniríamos e perguntaríamos e aceitaríamos e admitiríamos e abriríamos e alcançaríamos o que está fora do alcance e falamos logo o que temos a dizer.
Isso é utopia, isso é a minha utopia
Isso é meu ideal, minha, visão final
Utopia, essa é minha utopia
Isso é meu nirvana
Meu ultimato
Nós podemos abrir nossas armas,
nós podemos pular todos que estão nas nossas costas, nas redes seguras.
Participamos de nosso querer e ouvimos e sustentamos e propulssamos a paixão não investindo nas conseqüências, nós queremos respirar e encantar e divertir pela diferença gentil e daríamos lugar para toda a emoção.
Nós podemos prover fóruns para/de conversar/conversas fora sobre nossas dificuldades e nossos medos e sentir nossos olhares.
Nós podemos levantar os obstáculos com mais definição e sermos mais gratos acabando/cicatrizando nossa humildade e imparáveis nós fechamos e libeertaríamos e conhecemos quando nos mostramos e desarmamos e levantamos e sentimos seguros.
Isso é utopia isso é minha utopia
Isso é meu ideal minha visão final
Utopia isso é minha utopia
Isso é meu nirvanaMeu ultimato

sábado, 19 de abril de 2008

Charles Baudelaire

http://pequenospoemasemprosa.blogspot.com.br






Aqui esta uma influencia duradoura que me deixou marcas junto com Edgar Allan Poe, Walt Whitman, Bertolt Brecht, Nietzsche,Carlos Drummond, Cora Coralina, Mayakovsky e outros espiritos que mantem sua forte influencia sobre mim, esta é minha homenagem aos poetas que me  ensinaram a moldar e modelar versos.
:paulo henrique.:

sábado, 23 de fevereiro de 2008

"O Corvo" poemas de Edgar Allan Poe traduzidos por Fernando Pessoa

(1888-1935)O CORVONuma meia-noite agreste, quando eu lia, lento e triste, Vagos, curiosos tomos de ciências ancestrais, E já quase adormecia, ouvi o que parecia O som de alguém que batia levemente a meus umbrais «Uma visita», eu me disse, «está batendo a meus umbrais. É só isso e nada mais.» Ah, que bem disso me lembro! Era no frio dezembro, E o fogo, morrendo negro, urdia sombras desiguais. Como eu qu'ria a madrugada, toda a noite aos livros dada P'ra esquecer (em vão) a amada, hoje entre hostes celestiais — Essa cujo nome sabem as hostes celestiais, Mas sem nome aqui jamais! Como, a tremer frio e frouxo, cada reposteiro roxo Me incutia, urdia estranhos terrores nunca antes tais! Mas, a mim mesmo infundindo força, eu ia repetindo, «É uma visita pedindo entrada aqui em meus umbrais; Uma visita tardia pede entrada em meus umbrais. É só isso e nada mais». E, mais forte num instante, já nem tardo ou hesitante, «Senhor», eu disse, «ou senhora, decerto me desculpais; Mas eu ia adormecendo, quando viestes batendo, Tão levemente batendo, batendo por meus umbrais, Que mal ouvi...» E abri largos, franquendo-os, meus umbrais. Noite, noite e nada mais. A treva enorme fitando, fiquei perdido receando, Dúbio e tais sonhos sonhando que os ninguém sonhou iguais. Mas a noite era infinita, a paz profunda e maldita, E a única palavra dita foi um nome cheio de ais — Eu o disse, o nome dela, e o eco disse aos meus ais. Isto só e nada mais. Para dentro estão volvendo, toda a alma em mim ardendo, Não tardou que ouvisse novo som batendo mais e mais. «Por certo», disse eu, «aquela bulha é na minha janela. Vamos ver o que está nela, e o que são estes sinais.» Meu coração se distraía pesquisando estes sinais. «É o vento, e nada mais.» Abri então a vidraça, e eis que, com muita negaça, Entrou grave e nobre um corvo dos bons tempos ancestrais. Não fez nenhum cumprimento, não parou nem um momento, Mas com ar solene e lento pousou sobre meus umbrais, Num alvo busto de Atena que há por sobre meus umbrais. Foi, pousou, e nada mais. E esta ave estranha e escura fez sorrir minha amargura Com o solene decoro de seus ares rituais. «Tens o aspecto tosquiado», disse eu, «mas de nobre e ousado, Ó velho corvo emigrado lá das trevas infernais! Dize-me qual o teu nome lá nas trevas infernais.» Disse-me o corvo, «Nunca mais». Pasmei de ouvir este raro pássaro falar tão claro, Inda que pouco sentido tivessem palavras tais. Mas deve ser concedido que ninguém terá havido Que uma ave tenha tido pousada nos seus umbrais, Ave ou bicho sobre o busto que há por sobre seus umbrais, Com o nome «Nunca mais». Mas o corvo, sobre o busto, nada mais dissera, augusto, Que essa frase, qual se nela a alma lhe ficasse em ais. Nem mais voz nem movimento fez, e eu, em meu pensamento Perdido, murmurei lento, «Amigo, sonhos — mortais Todos — todos lá se foram. Amanhã também te vais». Disse o corvo, «Nunca mais». A alma súbito movida por frase tão bem cabida, «Por certo», disse eu, «são estas vozes usuais. Aprendeu-as de algum dono, que a desgraça e o abandono Seguiram até que o entono da alma se quebrou em ais, E o bordão de desesp'rança de seu canto cheio de ais Era este «Nunca mais». Mas, fazendo inda a ave escura sorrir a minha amargura, Sentei-me defronte dela, do alvo busto e meus umbrais; E, enterrado na cadeira, pensei de muita maneira Que qu'ria esta ave agoureira dos maus tempos ancestrais, Esta ave negra e agoureira dos maus tempos ancestrais, Com aquele «Nunca mais». Comigo isto discorrendo, mas nem sílaba dizendo À ave que na minha alma cravava os olhos fatais, Isto e mais ia cismando, a cabeça reclinando No veludo onde a luz punha vagas sombras desiguais, Naquele veludo onde ela, entre as sombras desiguais, Reclinar-se-á nunca mais! Fez-me então o ar mais denso, como cheio dum incenso Que anjos dessem, cujos leves passos soam musicais. «Maldito!», a mim disse, «deu-te Deus, por anjos concedeu-te O esquecimento; valeu-te. Toma-o, esquece, com teus ais, O nome da que não esqueces, e que faz esses teus ais!» Disse o corvo, «Nunca mais». «Profeta», disse eu, «profeta — ou demónio ou ave preta! Pelo Deus ante quem ambos somos fracos e mortais, Dize a esta alma entristecida se no Éden de outra vida Verá essa hoje perdida entre hostes celestiais, Essa cujo nome sabem as hostes celestiais!» Disse o corvo, «Nunca mais». «Que esse grito nos aparte, ave ou diabo!, eu disse. «Parte! Torna à noite e à tempestade! Torna às trevas infernais! Não deixes pena que ateste a mentira que disseste! Minha solidão me reste! Tira-te de meus umbrais!» Disse o corvo, «Nunca mais». E o corvo, na noite infinda, está ainda, está ainda No alvo busto de Atena que há por sobre os meus umbrais. Seu olhar tem a medonha dor de um demónio que sonha, E a luz lança-lhe a tristonha sombra no chão mais e mais, E a minh'alma dessa sombra, que no chão há mais e mais, Libertar-se-á... nunca mais

Sylvia Plath




http://www.culturapara.art.br/opoema/sylviaplath/sylviaplath.htm

Poetisas como essa e Hilda Hilst juntas com Cora Coralina foram também forte influencias na minha arte.
eu rcomendo:.paulo henrique.:

Podre Mutidão

obscenas eructações
vindas da mórbida multidão
são vozes ruins
a lembrar de mim

aqui apodrece tudo
suas pose em descomposição
a ansiá de vomito em mim

estupraram minha paciência
tentando ditar normas cultas em mi
olhares cheios de maledicência derramam sobre mim
toda intoleransia.

:.Paulo Henrique.:

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Putrefato

fétido,mãos sujas
ideias em decomposição
esta podre o verbo
a carne esta escura...

você corroí
seus carros chinques
são de butique
(sou anarquista e chuto tudo)

seu lixo de luxo
(minha ansiá de vomito)
seus vermes serventes
(minha revolta plausível).
ass:.Paulo Henrique...:

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

a ela, pra ela

Um ultraje urbano...
ar bucólico me invade as têmporas
como mofo
o culto vem abaixo
o trato vira merda.


vejamos os ratos
desse buraco,da velha Canedo
debaixo de sete palmos de vergonha
uma estrela cadente*
cai no esgoto, respiga em mim
toda gente

sexo, tapa na cara e um cigarro
um skate de madeira podre
cheiro de carne morta
o cheiro que vem da festa
da morte agitada da cidade

vento que espalha
caos,caos,caos...
inóspito, sentimento a ti
coração de bueiro da velha
Canedo;
que ama os becos,e vive no lixo.

autor:.Paulo Henrique.:
*estrela cadente aqui com o significado de decadente.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

DECOMPONDO-SE

A decadência dominante
entre paredes e regras
com um gentil que ira falecer
talvez uma outra chance para me
em um lugar decomposto em morais estéticas.

Desfile de tecidos e carnes
um mundo de iguais
me evocando a fúria
nesse pântano urbano
estou em um necrotério analisando
cadáver por cadáver
de qual morto formarei corrente?

Tento estar longe de todos os necrófagos
brincando com os orgasmos
numa onda de adoração ao eu
no doce desperta de muito tempo.

É cedo para julgar os enfermos e os sãos
neste estabelecimento manicomial da vida
ensinados a ser um vegetal
de um pomar envaidecido.

ass:.Paulo Henrique.:

sábado, 12 de janeiro de 2008

AS APARENCIAS REVELAM


Afirma uma firma que o Brasil
confirma:``vamos substituir o cafe pelo aço``.

vai ser duríssimo descondicionar
o paladar

não há na violência
que a linguagem imita
algo da violência
propriamente dita?

:.Cacaso.:

ULISSES


O buzio junto ao ouvido
ouço o mar
O mar:apenas
quarteirão e meio onde moro
prefiro ouvi lo no buzio

(calmo, calmo)
no quarto
(a vida que para)
ouço o mar

:.FRANCISCO ALVIM.:

ARTE DO CHA


Ainda ontem
convidei um amigo
para ficar em silencio
comigo

Ele veio
meio a esmo
praticamente nao disse nada
e ficou por isso mesmo.

autor:.PAULO LEMISKI.:

POESIA DE ANA


TENHO UMA FOLHA BRANCA
E LIMPA A MINHA ESPERA:
MUDO CONVITE

TENHO UMA CAMA BRANCA
E LIMPA A MINHA ESPERA:
MUDO CONVITE

TENHO UMA VIDA BRANCA
E LIMPA A MINHA ESPERA:
AUTOR:.Ana Cristina César.:

FOGO FATUO


Ela é uma mina versátil
o seu mal é ser muito volúvel
apesar do seu jeito volátil
nosso caso anda meio insolúvel

Se ela veste seu manto dia fano
sai de noite e volta de dia
eu escuto os cantores de ébano
e espero ela chegar da orgia

Ela pensa que sou fogo-fátuo
e me esquenta em banho-maria
se estouro sou pior que o átomo
ainda afogo essa nega na pia.

autor:.CHACAL.:

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

O LADO OBISCURO DA LUA


ME GUIA OBSCURA A FACE NEGRA DA BELEZA

BRILHAVA LINDA MAS AGORA ME PRESENTEIA COM SANGUE

ME NEGA , ME RENEGA ,ME CEGA, ME ENLOUQUECE.

.


ASS:.PAULO HENRIQUE

eu odeio esta cidade



CHEIO DE SODOMIA
MENTES VADIAS
EU ODEIO TUA PODRE POESIA
VAI CORROENDO OS SOBREVIVENTES
MATANDO OS DE MENTE SAM
CONSTRUINDO TORRES DE AGONIA DENTRO DE MIM....
ASS :.PAULO HENRIQUE

cidades mortas




Súbito surge como um catafalco
Uma cidade ao mapa-múndi estranha.
(...)
Desta cidade pelas ruas erra
A procissão dos Mártires da Terra. ("Insônia")

O Estado, a Associação, os Municípios
Eram mortos. De todo aquele mundo
Restava um mecanismo moribundo
E uma teleologia sem princípios." ("As cismas do destino")

Caía um ar danado de doença
Sobre a cara geral dos edifícios! ("As cismas do destino")

Dedos denunciadores escreviam
Na lúgubre extensão da rua preta
todo o destino negro do planeta ("Noite do visionário")