A decadência dominante
entre paredes e regras
com um gentil que ira falecer
talvez uma outra chance para me
em um lugar decomposto em morais estéticas.
Desfile de tecidos e carnes
um mundo de iguais
me evocando a fúria
nesse pântano urbano
estou em um necrotério analisando
cadáver por cadáver
de qual morto formarei corrente?
Tento estar longe de todos os necrófagos
brincando com os orgasmos
numa onda de adoração ao eu
no doce desperta de muito tempo.
É cedo para julgar os enfermos e os sãos
neste estabelecimento manicomial da vida
ensinados a ser um vegetal
de um pomar envaidecido.
ass:.Paulo Henrique.:
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