quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

"Ateiada"

Como posso te amar?
Não tens formas real
Não abitas meu ideal
É apenas pragmático-abstrato
É dever
O que quer, me são corrente...

Não sou a fumaça de seu cigarro,
Sou o próprio Vesúvio,
Expelindo das entranhas
Uma ilha nova,
Me transfigurando.
Como posso te amar?

By: Paulo Henrique

Mais um dia labutar
Pelo pão amanhecido
Competido na panificadora
Pela promoção dos
Restos da feira
Ser cidadão dos
Pés rachados e
Sandálias remendadas
Pisado pelo patrão que
Terceiriza

Aonde está a dignidade, meu varonil?
Não a brado retubante
Nem pátria amada
Aos miseráveis do Brasil.

By: Paulo Henrique

"E Ela Não Sabe"

Ela é falsa,
Feita plastico,
Uma bijuteria rara;
Vive na trama,
Culto e abito
Faz sua rotina
De vinho e pão
E é à que mais crê
Que latão luzir
Tão polido, fulgura
Como ouro.
E acredita,
Mas ainda se contradiz.
Os teus dedos apontam até para mim
Ai dos que cantam canções diversas
A moeda só tem um lado,
Todos os lados do dado são um,
E a terra é plana.

By: Paulo Henrique

Ira De Mulher

Eu enxergo
Por seus olhos negros
Suas lagrimas acidas
Você extrai de sua raiva

Meu bem
Você quer odiar
Pare com a água oxigenada

Com a faca sutil
Você cortou portais
Acima do chão
Atras da bussola
Através de um rasgo temporal

Cheia de ira
Você quer o norte
Pare com a água oxigenada

By: Paulo Henrique

"É"

No momento
Me sinto Picasso
Jogado e amassado
Dez milhões no lixo...

No momento
Me vejo uma Madona
Bela e oculta
Amnesia coletiva...

No momento
Sou um P. Henrique
Plutônio e molotov
Inflamável versador.

By: Paulo Henrique