Carne, ossos e articulações
moveis no teclado
Meu cranio transborda na tela
texto formatado...
No espaço alinhado
minha palavra,
minha fala,
eu...
online.
Computado versos
disponibilizado pro acesso.
(Quem lê o que escrevo?)
Sou marginal e estranho
anonimo na interne-te.
Poeta no mundo digital
ocupando poucos bits na memoria,
Postado, compartilhado uns curtem
mas quem lê?
Para leitores apressados, não sei twitar.
Na rede efêmera
publicado
estro em verso convertido
compactando em poesia
pronto pra baixar.
Paulo Henrique Batista dos Reis.
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