sábado, 2 de agosto de 2014

Prelúdios e IIdilios Cosmoègonicos I mapa astral

Primu Canto

O universo senti fome
Pede a galaxia entre os dentes
A eternidade se consome
e sente sede de seus sois
Ja espremi mais de mil constelações
Uma super nova pede minha boca seca
O Big-bang é meu nascimento
o Big-Crash meu arrebatamento
Tenho mil buracos negros
nascendo eternamente;.
explodir e atrair é
minha natureza.

Secundus Canto

Você não sabe o que diz,
onde é que foi pesquisar ?
Viu um traço de constelação
e acha que conhece a galaxia,
Não entende  a cauda do cometa
somente rastros de poeira,
Acha que viu uma estrela-negra,
Não descobriu nem um planeta.
Meus  satélites são naturais,
E meus anéis tão vastos;
Você não mensura a extensão do infinito
pra conceber minha eterna expansão...
Sou anos luz daqui
Nebulosa que ninguém viu,
Pegue antes seu astrolábio
para se orientar no meu espaço.


Tertius Canto



Arcturus ou Dalva me espelhei


Achando seu brilho equiparar,
Me posicionei entre as constelações,

Firmei minha rota no firmamento
e esperei que descobrissem a nova luz no céu...


serei parte da canção eterna

que compõem os astros?
giram cada nota geocêntrica
em sua orbitar elíptica
Verberando no vácuo em círculos infinitesimais
com um π em cada uno
Sempre foi assim parecer infinito.


Me firmei no zênite e minha luz farei de sinal

Estrela de mim que guia
A desbravar o céu nos oceanos,
Içar as velas e ir sempre alem.


Quartus Canto



Sou átomo de estrela

Formador de energia atômica
Irradiando luz e espalhando poeira
E mesmo que neste planeta girem cem luas
Em minha orbita segue o curso dos mundos
É o meu sistema cheio de cometas
Cujos meus pensamentos 
são suas caudas extensas.


By: Paulo Henrique B. dos Reis



Um comentário:

Lila Saraiva disse...

Muito bom!!! Parabéns!!!