terça-feira, 30 de julho de 2024

Elegia póstuma (détournement Xwekuj)


Todo instante é terrível. No entanto, quem, se eu gritando, compreende o vazio? E mesmo que um deles inesperado me tomasse em seu coração, incrédulo eu ainda aniquilar-me-ia. Os que ainda existem são demasiados fortes.

Reprimido o soluço, advertido que não há amparo neste mundo definido.

Quando é que existi?
Restituo o peso a Terra ( Deitando, não esqueça pão e leite à mesa. Isso atrai os mortos.)
Sei que nada sou.

O Nunca Mais tem fome.
Me mataria em julho 
Se eu não temesse 
A incerteza de não ter descanso.

Nenhum comentário: