O poeta e seus sentidos
cheio de rimas
Abarrotando alegorias,
Quer o ritmo febril
de um virtuose
costurando algodão no tear.
Manobra sobre linhas
em alta performasse
Ora palrando,
Ora balbuciando,
Ora tagarelando
O poeta viciado
injetando ironia,
cheirando poesia
fumando versículos.
Quer o poente num
canteiro e um
quintal de lua
num idílio de carnaval.
Fosforece num bosque,
palavras escondidas em cogumelos
ou escorrendo na
relva que grassa e deita,
Ora palrando,
Ora cantando,
Ora dançando.
By: Paulo Henrique Batista dos reis
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