I
Meu mundo não gira
mas em sua orbita,
O céu não se move,
Os rios não correm,
As mares não se agitam
Desde que partiu de mim Dioniso.
II
Avia a serpente escapado
das garras do gavião feroz,
No ar se debateu ate chegar ao chão.
Tera a víbora sucumbido
a queda dos céus?
Ou como deja-vu do edden esquecido...
ira nos seduzir a provar o proibido?
III
Estava dia 2 de fevereiro
As margem do oceano
Esperando o canto da sereia.
IV
Febo es divino
Ilumina com raios doirados
O corpo de meu amor,
Que é pura volúpia pagã
Sob o céu em que move seu astro
Nos integramos num êxtase libertino.
V
Gaia; de todos mãe
nos alimenta e é morada
Natura Géia
Mata-nos a cede em seus mananciais
Gea, magna matriarca
Ge em seu corpo jaz o meu
em mausoléu talhado no teu peito.
VI
Anjo que seduz
em corpo luzidio
Queria eu devolver a planta de teus pés
o caminho de diamantes
Queria ouvir teu coral celestial
Mas com um Te deum feito em teu nome
Anjo de luz.
By: Paulo Henrique Batista dos reis
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